quarta-feira, janeiro 26, 2005

Há 30 anos

Para os saudosos dos PREC e da mítica época de 1974/75 e das "amplas liberdades" que nos queriam impor, quisessemos ou não essas "liberdades", o Jornal de Notícias, numa secção sem ligação, lembra uma notícia de 26/01/1975 sobre o Congresso do CDS. Ei-la:

Extremistas boicotaram congresso do CDS

O Congresso do CDS realizado no Porto foi marcado, pouco depois do início dos trabalhos por uma manifestação de violência desencadeada por indivíduos referenciados como militantes da extrema-esquerda. A meio da tarde, começaram a afluir ao Palácio de Cristal, onde decorria a reunião partidária, milhares de populares, que rotulavam o CDS de "partido fascista", clamando que a sua presença na cidade era uma "verdadeira provocação aos democratas". Um dispositivos policial começou por impedir a invasão do recinto pela mole intensa em fúria, que a partir de dado momento passou a arremessar "cocktails Molotov" e montou um cerco por forma a impossibilitar a saída do recinto de quem quer que fosse.

Nos recontros com as forças policiais registaram-se dez feridos, dois dos quais em estado grave, e em face do rumo que estava a ser seguido pelos acontecimentos, as Forças Armadas decidiram intervir, fazendo deslocar para o local forças militares para porem ponto final a tão melindrosa situação.

Viveram-se horas de grande ansiedade e apenas após o nascer do dia seguinte se tornou possível libertar do cerco não só as centenas de congressistas, entre os quais muitos convidados estrangeiros, como os próprios jornalistas destacados para relatar a reunião magna dos centristas.

Isto era esta provavelmente uma amostra da "democracia participativa" tão do gosto do nosso Bloco de Esquerdo, principal herdeira ideológicos destes "populares" enfurecidos.