segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Parabéns

Sendo eu um deles, não poderia deixar de dar os meus parabéns pelo primeiro aniversário d' O Insurgente.

Vamos continuar...

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Islamofobia

Islamofobia é uma palavra que apenas tem como objectivo calar a discussão acerca do Islão, não é um verdadeiro sentimento que exista na Europa. Se ela existisse, os espanhóis, depois do 11 do Março, teriam feito motins contra os muçulmanos que vivem em Espanha. O que aconteceu? Nada de nada...

Veja-se, pelo contrário, o que aconteceu no Paquistão, quando um cristão foi acusado de profanar o Corão, houve mortes, igrejas queimadas, etc. Ali sim, há ódio aos cristãos por parte da maioria muçulmana (embora o ódio entre xiitas e sunitas, fruto da intolerância e visões igualmente totalitárias, não seja, em certos casos menor no próprio Paquistão, bem como agora se vê no Iraque).

Por isso, textos como este, da autoria de Serafín Fajul, são sempre de ler para se contextulizar esta questões e se poder, fudamentadamente, recusar este tipo de rótulos que os bens-pensantes querem nos impor.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Leitura recomendada

Flemming Rose, o editor de Cultura do agora célebre Jyllands-Posten, explica Why I published those cartoons (destaques meus).
Those examples have to do with exercising restraint because of ethical standards and taste; call it editing. By contrast, I commissioned the cartoons in response to several incidents of self-censorship in Europe caused by widening fears and feelings of intimidation in dealing with issues related to Islam. And I still believe that this is a topic that we Europeans must confront, challenging moderate Muslims to speak out. The idea wasn't to provoke gratuitously -- and we certainly didn't intend to trigger violent demonstrations throughout the Muslim world. Our goal was simply to push back self-imposed limits on expression that seemed to be closing in tighter.

At the end of September, a Danish standup comedian said in an interview with Jyllands-Posten that he had no problem urinating on the Bible in front of a camera, but he dared not do the same thing with the Koran.

(...)

So, over two weeks we witnessed a half-dozen cases of self-censorship, pitting freedom of speech against the fear of confronting issues about Islam. This was a legitimate news story to cover, and Jyllands-Posten decided to do it by adopting the well-known journalistic principle: Show it, don't tell it.

(...)

Has Jyllands-Posten insulted and disrespected Islam? It certainly didn't intend to. But what does respect mean? When I visit a mosque, I show my respect by taking off my shoes. I follow the customs, just as I do in a church, synagogue or other holy place. But if a believer demands that I, as a nonbeliever, observe his taboos in the public domain, he is not asking for my respect, but for my submission. And that is incompatible with a secular democracy.

This is exactly why Karl Popper, in his seminal work "The Open Society and Its Enemies," insisted that one should not be tolerant with the intolerant. Nowhere do so many religions coexist peacefully as in a democracy where freedom of expression is a fundamental right. In Saudi Arabia, you can get arrested for wearing a cross or having a Bible in your suitcase, while Muslims in secular Denmark can have their own mosques, cemeteries, schools, TV and radio stations.


O melhor é lerem tudo e tirarem as conclusões.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Apartheid dizem eles...

Por estes dias realiza-se na Universidade de Oxford uma Israeli Apartheid Week, organizada pela Palestinian Society e aprovada pela associação de estudantes da universidade.

Já se sabe no que vai dar: dizer mais de Israel, dos judeus, demonizá-los mais um bocadinho, mas não, não se trata de anti-semitismo, não! é só anti-sionismo, por isso nada preocupante, pois afinal, Daniel Oliveira dixit, o grande perigo na Europa é a islamofobia (voltarei a este termo e à sua tentativa de equiparação, totalmente ilegítima e injustificada, com anti-semitismo ou racismo).

Sobre os boicotes académicos a Israel e a sua má-fé já escrevi algumas vezes( por exemplo, aqui) pelo que não me repetirei. Também não advogo a repressão e o impedimento deste tipo de eventos. Cada um deve ser livre de dizer os seus disparates. Mas o que eu acho piada é a esta característica de "dois pesos, duas medidas" que existe, hipocritamente, na Inglaterra. Se alguém diz alguma coisa contra gays ou muçulmanos tem, prontamente, a polícia à perna a fazer uma investigação por "hate speech" ou outra coisa qualquer, pois é preciso ser inclusivo, não deixar ninguém numa sensação de desconforto, etc., etc. (estes discurso é muita vezes empregue em escolas e universidades).

Mas não posso deixar de notar a desonestidade intelectual de tentar associar o que se passa actualmente em Israel com o que acontecia na África de Sul pré-1990 (ano em que o regime legal do apartheid começou a ser desmantelado pelo governo de F. W. de Klerk ). Que raio de apartheid é este que deixa que os árabes israelitas concorram ao Knesset ao mesmo que advogam a destruição de Israel? Que apartheid é este que não tem autocarros e restaurantes em que é obrigatória a segregação entre israelistas e outros? Vêm-me falar de muros? Muros há muitos e não por uma questão de apartheid, mas de segurança. Sempre assim foi historicamente, assim continua a ser. É só olhar para Marrocos com o ex-Sara espanhol, em Ceuta a separar a cidade do resto de Marrocos, o que os Estados Unidos querem construir na sua fronteira sul. Se são justificados ou não, é outra coisa, mas nada têm a ver com apartheid.

Israel pode e deve ser criticado em muitos aspectos, mas quem começa logo com equiparações de Israel com o Apartheid ou com os Nazis, diz logo ao que vem, pois, no fundo, mas bem no fundo (que é para ver se ninguém descobre), estas manifestações só têm uma motivação: o ódio a Israel e aos judeus.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Tristes nuntii

Independentemente de se conhecer ou não pessoalmente uma pessoa, o facto de nos habituarmos a ler o blog que ela escreve, dá-nos um certo relacionamento que faz com que certas notícias provoquem uma grande tristeza quando as recebemos.

Assim, infelizmente, parece que se confirmam os rumores que circulavam há já alguns dias na blogosfera: que a Joana (autora do Semiramis) faleceu.

(via Blasfémias).

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

O politicamente correcto mata

Eis uma história edificante de como o politicamente correcto mata...

1) Uma pessoa é acusada de racismo por se queixar, num email à sua conselheira municipal, de um night club na sua zona residencial que, na sua opinião, traria pessoas indesejáveis para a vizinhança.

2) A conselheira vai fazer queixinhas à empresa onde o homem trabalhava, que o despediu. O homem suicidou-se... trabalhava às 27 anos na empresa.

3) Souberam-se mais pormenores sobre este assunto...

Conclusões: Não podemos dizer que Elena Guajardo (a conselheira) ou a Zachry (a entidade patronal) sejam culpados de assassínio. Afinal, a maioria das pessoas não se suicidam quando perdem os empregos...

No entanto, por que é que a conselheira andou logo a colar etiquetas de "racismo" e "discriminação", em vez de tentar perceber o que realmente se passava? se as queixas tinham ou não razão de ser? por que foi fazer queixinhas ao empregador (mesmo se havia já uma história passada)? não teria que resolver, em primeiro lugar, o assunto com o seu munícipe?

Enfim...

O comissário político...

Penso que esta notícia não surpreendeu ninguém, pois tudo estava a ser feito para isso.

Nada tenho pessoal nem artisticamente contra Pedro Burmester. Pessoalmente, porque não o conheço, artisticamente, porque ele é pianista e eu, em geral, não gosto de concertos de piano nem com piano (em compensação, gosto muito de música de órgão e de cravo) pelo que nunca o fui ver tocar.

Mas, depois de tudo o que se passou em 2003, depois do alto patrocínio de Sampaio e das declarações do Isabel Pires de Lima, do encosto que Burmmester fez ao PS (ou o PS a ele), esta nomeaçaõ cheira muito a comissário político (e já agora de algum revanchismo em relação à Câmara do Porto e, mais precisamente, a Rui Rio).

Bem, vamos esperar para ver...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Leitura recomendada

Para nos lembrar do que está em jogo: No quiero ser «dhimmí» de Serafín Fanjul (arabista e professor Catedrático na Universidade Autónoma de Madrid).

Fala quem estudou o Islão.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Boas notícias

Fora da esquerda, Tony Blair pode ser admirado por muita gente por algumas das acções do seu governo trabalhista que não envergonhariam ninguém fora da área socialista. Também o seu alinhamento com Bush lhe rendeu mais problemas com a sua área ideológica (ou, mais propriamente, a área ideológica do seu partido). Mas, não nos enganemos, o governo de Blair é um governo socialista, com a mania de legislar sobre tudo e mais alguma coisa. E uma dessas coisas era mais uma lei "anti-blasfémia" que o governo queria impor (e que muitos viam nela uma medida de Blair para agradar aos muçulmanos).

Por isso, a boa notícia de ontem é que a lei foi derrotada na sua forma original, tendo sido aprovada (apenas por 1 voto de diferença) a versão modificada pela Câmara dos Lordes.

A liberdade de expressão agradece.