segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio de Andrade

Faleceu Eugénio de Andrade. Desde já confesso que não sou um particular admirador de Eugénio de Andrade. No entanto, reconheço a sua importância na paisagem poética portuguesa do séc. XX. Deixo aqui um dos seus poemas.

No teu rosto começa a madrugada.
Luz abrindo,
de rosa em rosa,
transparente e molhada.
Melodia
distante e segura;
irrompendo da terra,
cálida, madura.
Mar imenso,
praia deserta, horizontal e calma.
Sabor agreste.
Rosto da minha alma!
(Eugénio de Andrade, Os Amantes sem dinheiro)